Gente de cinema em depoimentos EXCLUSIVOS para o site.

O Cineasta Lui Farias é o nosso entrevistado desta semana; Realizador dos excelentes "Com Licença, Eu Vou À Luta" (baseado no best-seller homônimo)e "Lili, A Estrela do Crime" (uma alegoria sobre a folclórica criminosa Lili Carabina filmada num ritmo de história em quadrinhos que lembra a obra de Will Eisner) ANTES de chegar à casa dos 30 anos, demonstrou uma maturidade autoral não encontrada na grande maioria de Diretores veteranos c/o dobro de sua idade (e experiência), provando que a máxima "experiência não é sinônimo de competência" muitas vezes corresponde à realidade.

cena de "Com Licença, Eu Vou À Luta"

 

SC: Lui, como foi que o senhor decidiu seguir a carreira de Cineasta? Quais foram suas influências artísticas?


Lui Farias  : Cinema sempre foi uma aventura vivida muito próximamente por causa de meu pai ( Roberto Farias, Diretor de clássicos como "Selva Trágica", "Assalto ao Trem Pagador", "Cidade Ameaçada").Sua luta e arrebatamento pelo ideal de um cinema brasileiro forte e saudável tenho certeza, motivou a mim e a meus irmãos (além de Lui, seus irmãos Mauro e Maurício entre outros membros da família também seguem carreiras na Sétima Arte). Quanto a filmes e influências, alguns dos Diretores que admiro são: Visconti ("Belíssima", "Boccacio '70", etc), Kurosawa ("Yojimbo", "Os Sete Samurais", etc), Loach ("Agenda Secreta", "BlackJack", etc), Kubrick ("Barry Lyndon", "Laranja Mecânica", etc), Francis Coppola ("A Conversação", "Apcalipse Now", etc), Joaquim Pedro de Andrade ("O Padre e a Moça", "Macunaíma", etc) Roberto Farias, Babenco ( "O Rei da Noite", "Lúcio Flávio", etc), Mário Peixoto ("Limite"). Um filme que me chamou muito a atenção e que procurei me inspirar quando fui fazer o "Com Licença" foi o "Vida em amília" do Ken Loach. O "Lili" foi mais inspirado em quadrinhos e na procura de uma estética psicodélica.

SC: Fale sobre o seu processo criativo:

Lui Farias  : Eu procuro ver, ler, escrever à procurar da maior honestidade possível com o  próprio projeto. É isso que orienta a minha certeza. Acho que a  entrega de um diretor ao ideal da realização de um projeto, determina que tipo de alma esse filme vai ter. Para mim um filme é um ser vivo, composto pela energia das pessoas que o assistem.

 

NOTA: As informações entre parênteses foram colocadas pelo www.sitedecinema.com.br para ilustrar os talentos citados.

 

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