Gente de cinema em depoimentos EXCLUSIVOS para o site. Nascido em 1961 na gelada Calgary, em Alberta, no Canadá, David Winning é um dos 'filhos pródigos' locais, devido à fama conquistada por seu talento detrás das câmeras em ambos os lados da fronteira do seu país com os E.U.A. Premiado inúmeras vezes, tanto com o A.M.P.I.A. Awards- a mais prestigiada premiaçào do gênero no Canadá- e ainda por cima com o seu longa de estréia(!) "Storm- Jogo De Vida Ou Morte" ('84), e pelo prêmio máximo no WorldFest de Charleston, na North Carolina por seus thriller "A Conspiração" (com Fred Forrest, de "Apocalipse Now", "Um Dia de Fúria", etc, e Marshall Bell, de "Coisas Para Se Fazer Em Denver Quando se está Morto", "O Fim Da Violência", etc), e Primeiro Lugar no Houston FilmFest no Texas por "Exception To The Rule", ambos de '97. Mas foi um pouco antes da aclamação recebida nos Festivais e Mostras Internacionais aqui comentados que Winning dirigiu seus dois trabalhos mais cultuados: "Liberdade Para Matar" ('95-'96) e o infanto-juvenil "Turbo: Power Rangers2" ('96)- Co-dirigido pelo Compositor e Cineasta Israelense Shuky Levy (de "Obsessão: Hidden Rage/Perfect Victims", e "Mistério, Sedução E...Morte!"), este último um dos 5 filmes mais comprados em vídeo na América do Norte em '97. Já o seu "Exception To The Rule" (inédito no Brasil), foi estrelado por dois dos atores favoritos do Canadense: Bill Devane (de "Trama Macabra", " Maratona Da Morte", etc) e a belíssima Sean Young (vista em "Blade Runner","Wall Street", etc)
MF- O que o fez interessar-se por Cinema, David?
DW- Apaixonei-me por Cinema quando papai deu-me uma câmera Kodak Super8mm no meu aniversário de 10 anos. Sou uma pessoa de sorte, pois transformei meu passatempo favorito numa carreira e profissão.Logo completarei 40 anos de idade e já diriji para TV e Cinema.Minhas influências foram várias, de Kubrick ( "Laranla Mecânica", "Barry Lyndon", etc) a John Carpenter ( "Halloween", "Fuga de Nova York", etc)Aos 22 anos de idade debutei na Direção de Cinema com "Storm-Jogo de Vida ou Morte"( não confundir com "Storm" estrelado por Martin Sheen indicado na seção Garimpo aqui do site) que custou menos de U$100000 (quantia de hoje), lançado mundialmente em '88 ( e vendeu na época, só no Canadá e E.U.A., mais de 20000 fitas). Meu segundo filme foi "Killer Image-Queima De Arquivo", com Michael Ironside ( "Scanners", "Top Gun", etc) e M. Emmett Walsh ("Assassinato em Hollywood", "Gosto de sangue", etc) e desde então, não parei mais! MF- És experiente em diversas áreas na realização de filmes, além da Direção como Montagem e Roteiro (em "Killer Image-Queima De Arquivo"), Produção ( "Storm- Jogo de...", e "Killer..."), Fotografia ( nos seus curtas "Visitors", de '77 e "Sequence" de '80), além de participado em pontas em "SuperMan3" (dirigido pelo mestre da Comédia Inglesa Richard lester) e "Storm- Jogo...". Qual é a parte do processo Cinematográfico que mais lhe atrái?
DW- Eu amo Dirigir e montar, que são as duas áreas em que se tem mais controle num projeto; Escrever um Roteiro é solitário em demasia, apesar de ser uma área em que o autor da obra também desfruta de controle e também pode acabar sendo um período muito penoso, já que podemos ser os nossos piores críticos. MF- Tendo exercido total controle autoral e criativo sobre seus projetos "Storm- Jogo De..." e "Killer Image- Queima...", comofoi ter que se adaptar ao cargo de Diretor CONTRATADO e deixar temporariamente, pelo menos, o seu costume de trabalhar em projetos pessoais? Estes foram os casos em "Liberdade Para Matar"('95-'96) -estrelado porLance Henriksen (de"O Poço E O Pêndulo'90", "Um Rosto Sem Passado", etc) e Joan Severance (de "Cegos, Surdos E Loucos", "Como Agarrar Um Bonitão",etc), em que o fostes chamado para dirigir pouco tempo antes do filme ser rodado- e "Turbo: Power...", em que co-dirigistes com Levy, certo?
DW- O meu primeiro amor é e sempre será dirigir os meus próprios projetos, mas o bom de ser contratado é que aquele estresse de conseguir financiamento para o filme que eu for fazer não é meu problema! "Liberdade Para Matar" foi uma experiência fascinante, pois eu foi o meu primeiro projeto em longas no final de '95, depois de um tempo trabalhando em séries de televisão e afins, isto graças aos Produtores Rosanne Laurence Milliken e Jim Shavick (parceiros nos sucessos "A Prova", "Pecados Mortais", etc) que me convidaram a dirigir este thriller de suspense. MF- Notei que em seus filmes, muitas vezes os 'mocinhos' são heróis relutantes e os vilões não são, necessariamente sádicos, característica pouco comum no Cinema comercial ( em "Storm- Jogo...", por exemplo, os assassinos além de velhos, hesitam antes de matar e em "A Conspiração", dirigido por David em ''97, os investigadores não fazem o estilo 'machão'). O ótimo Currie Graham (de "Amateur", "Dinheiro, Para Que Dinheiro?", etc), só para citar um caso, não age como um típico detetive de filmes policiais. Este lado da personalidade dos personagens é proposital?
DW- As platéias de hoje estão fartas de estereótipos, e exigem algo diferente, querem ver novos personagens em situações não vistas; Eu penso que há sempre um novo aspecto a ser apresentado sobre algum assunto. Currie Graham foi ótimo e É ótimo...um ator naturalmente talentoso e certamente destinado a muito sucesso no futuro. MF- O senhor tem algum método particular de Direção de Atores?
DW- Normalmente já estou no set de filmagem ou locação cedo da manhã, lá pelas sete horas. Ensaio com o elenco as primeiras cenas a serem filmadas e suas posições no espaço e em relação a câmera. Daí os atores saem para retocar e finalizar sua maquiagem enquanto a equipe técnica ajusta a luz e prepara os trilhos para movimentação da(s) câmera(s). Trabalho mais ou menos de 12 a 14 horas e paramos para refeições em torno de uma hora, dependendo dos regulamentos dos sindicatos locais. Cada filme leva desde 18 dias até pouco mais de três meses e meio. NOTA: As informações entre parênteses foram colocadas pelo www.sitedecinema.com.br para ilustrar os talentos citados.
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