AS TORRES GÊMEAS
130 MIN/12ANOS

(World Trade Center/EUA/ 2006/ 130 MIN/ Drama)
Direção: Oliver Stone
Roteiro: Andrea Berloff, baseado em estória de John McLoughlin, Donna
McLoughlin, William Jimeno e Allison Jimeno
Música: Craig Armstrong
Fotografia: Seamus McGarvey
Montagem: David Brenner e Julie Monroe
Efeitos Especiais: Animal Logic / Proof

Elenco:
Nicolas Cage (John McLoughlin)/ Michael Pena (Will Jimeno)/Maggie Gyllenhaal (Allison Jimeno)/ Maria Bello (Donna McLoughlin)/ Connor Paolo (Steven Tobler)/Stephen Dorff (Scott Strauss)/ Frank Whaley (Chuck Sereika)/Stoney Westmoreland (Paddy McGee)/Anthony Piccininni (JJ McLoughlin)/Alexa Gerasimovich (Erin McLoughlin)/Morgan Flynn (Caitlin McLoughlin), Armando Riesco (Antonio Rodrigues)/Jay Hernandez (Dominick Pezzulo)/Jon Bernthal (Christopher Amoroso)/Nick Damici (Tenente Kassimatis)/Jude Ciccolella (Inspetor Fields)


11 de setembro de 2001. Will Jimeno (Michael Pena, integrante do Departamento da Polícia Portuária, parte para mais um dia de trabalho. O sargento John McLoughlin (Nicolas Cage), veterano do Departamento, já estava acordado há algumas horas, em decorrência de sua ronda diária de uma hora e meia até a cidade. Jimeno, McLoughlin e seus colegas partem para o centro de Manhattan, como se fosse um dia qualquer. Até que um ataque terrorista ao World Trade Center muda completamente a situação, fazendo com que toda a equipe do Departamento seja convocada com urgência ao local do ataque. A 1ª equipe a entrar na torre não-atingida é composta por 5 homens, entre eles Jimeno e McLoughlin. Porém enquanto eles estão dentro do prédio, tentando ajudar os sobreviventes da torre em chamas, um 2º ataque terrorista atinge o World Trade Center, exatamente no prédio que ainda não tinha sido atingido.

 

EL FAVOR
85MIN/16ANOS

(EL FAVOR/ ARGENTINA/ 2004/ 85 MIN/ COMÉDIA/ 16 ANOS)
Direção: PABLO SOFOVICH
Roteiro: MARTÍN GRECO
Direção de Fotografia: SERGIO PIÑEYRO
Montagem: LAURA BÚA
Música: RENÉ GRECO

Elenco:
JAVIER LOMBARDO (Felipe)/ VICTORIA ONETTO(Roberta) BERNARDA PAGÉS(Mora) / MARIANA BRISKI (Faustina) LUIS MARGANI (Caligari)

A comédia argentina EL FAVOR, de Pablo Sofovich, narra a história de Mora e Roberta, duas mulheres que vivem juntas e têm um sonho: um filho. E em nome deste sonho, armam um plano, sem hesitações, para conseguir o que querem. Sendo que este envolve Felipe, irmão de Mora, que trabalha no campo com inseminação artificial de perus e é o típico machão argentino. Em uma noite, Felipe vai a cidade para fechar um negócio e marca um jantar com seu futuro sócio na casa de sua irmã, porém sem avisar. E esta noite se torna uma grande oportunidade que Mora e Roberta não podem deixar escapar. Elas preparam um afrodisíaco jantar em que Roberta, daquelas que fazem os homens caírem em tentação, deve seduzir Felipe a todo custo para poder engravidar. No entanto, nada sai como o esperado. Principalmente com a chegada surpresa de Faustina, noiva de Felipe, que depois de alguns meses sem vê-lo e ao saber que está grávida, não agüenta esperar e corre para casa de Mora a fim de lhe dar a notícia. O jantar se transforma numa grande confusão. O filme, de 2004, é o primeiro longa dirigido por Pablo Sofovich, veterano no mercado de publicidade, videoclipes e programas de humor para TV. Repleto de situações inusitadas, a comédia lembra um pouco os filmes de Almodóvar e ainda tem uma leve pitada de voyeurismo dos vizinhos. Um dos destaques é que toda a história se passa dentro do apartamento de Mora e Roberta, que é super colorido, vibrante e chama a atenção de imediato.

Neste bate-papo, Sofovich nos conta como surgiu a idéia do filme e fala um pouco sobre suas influências e da relação do público argentino com o cinema nacional.

Como surgiu a idéia do filme? Foi baseado em alguma peça ou livro?
Não. A idéia de trabalhar com Martin Greco (roteirista e também produtor) nasceu quando ainda éramos do colégio e tínhamos apenas 14 anos. Depois de muitos anos de trabalho com publicidade, nos animamos para fazer o primeiro longa-metragem. Já o tema da história foi a maneira que encontramos de apresentar uma problemática presente na vida de uma minoria e que em algum momento todo mundo pensa, ter um filho.

E a criação das personagens?
As personagens de Mora e Felipe trazem à tona essa relação de irmãos que só eles podem entender. Felipe é um homem muito conservador, típico machão argentino, e que, mesmo gostando muito de sua irmã, não aceita sua opção sexual. No entanto, seu amor é mais forte e ele quer ajudar. Já Mora é uma mulher reflexiva e sabe que para convencer Felipe precisa antes preparar o terreno e conversar muito. Mora sabe ainda que somente se unindo à Roberta e Faustina poderá convencer Felipe.

Como você vê o sucesso do cinema argentino no Brasil?
Creio que o êxito do cinema argentino no Brasil está relacionado com as
temáticas que atravessam as fronteiras, que são universais. Além dos prêmios que vêm recebendo que também influenciam muito.


Como é a relação do público argentino com o filme nacional?
A invasão dos filmes americanos interfere na relação do público argentino
com o cinema nacional a partir do momento que dominam grande parte das salas. Aos títulos argentinos restam poucas salas e normalmente as piores. É uma conquista cultural. De qualquer forma, o cinema argentino atravessa hoje um dos seus melhores momentos e o público está apoiando da melhor maneira.


A narrativa de El Favor já foi comparada aos filmes de Almodóvar. Você
concorda?
Com relação à comparação com Almodóvar fico feliz porque sou grande
admirador desde que vi pela primeira vez há muitos anos. Também gosto de Woody Allen e sou muito influenciado por ele.


El Favor é seu primeiro longa. Como foi a experiência?
A história se passa numa única noite e em um só lugar, o que foi um grande desafio. A diversão da história se dá graças às maravilhosas atuações.
Sinto-me atraído por temas sérios como a maternidade entre mulheres e ao mesmo tempo com um tom de humor e alegre. E não fazer um típico filme de lésbicas deprimidas e conflitantes. El Favor é, definitivamente, um filme otimista.


E quanto às dificuldades para captar recursos? A temática influenciou neste processo?
Não foi difícil conseguir apoio do Incaa - Instituto de Cinema Argentino, que apóia o cinema nacional. E ao contrário, a temática ajudou muito uma vez que o filme estava terminado. Só nos EUA participou de mais de 35 festivais. É um filme que provoca o questionamento das relações. Todos os dias recebo e-mails de lugares diversos como Japão, México e Canadá somente com elogios. Me encanta saber que as pessoas se divertem e que, ao mesmo, tempo param para pensar e refletir o tema.

 

 


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