O ILUSIONISTA

100 MIN/14 ANOS

OS MESMOS PRODUTORES DE CRASH E SIDEWAYS
(THE ILLUSIONIST/ REP. TCHECA-EUA/ 2006/ DRAMA/ 110 MIN)
Direção e Roteiro: NEIL BURGER
Adaptação do livro
"THE BARNUM MUSEUM"/1990, DE , STEVEN MILLHAUSER
Música: PHILIP GLASS
Fotografia: DICK POPE
Desenho de Produção: ONDREJ NEKVASIL
Figurino: NGILA DICKSON
Montagem: NAOMI GERAGHTY
Efeitos Especiais: Universal Production Partners
Elenco:
EDWARD NORTON/ PAUL GIAMATTI/ JESSICA BIEL/ RUFUS SEWELL
EDWARD NORTON (Eisenheim)/ PAUL GIAMATTI (Inspetor Chefe Uhl)/
JESSICA BIEL (Sophie)/ RUFUS SEWELL (Príncipe Leopold)/ EDDIE MARSAN (Josef
Fischer), JAKE WOOD (Jurka)/ TOM FISHER (Willigut)/ AARON JOHNSON (Eisenheim jovem), ELEANOR TOMLINSON (Sophie jovem)/ VINCENT FRANKLIN (Loschek)
ERICH REDMAN (Count Rainer)/ MICHAEL CARTER (Von Thurnburg)
KARL JOHNSON (Doutor)/ NICHOLAS BLANE (Herr Doebler)


Elogiado filme de NEIL BURGER.
O ILUSIONISTA foi um dos sucessos de público e crítica no último Verão nos Estados Unidos. Edward Norton, Paul Giamatti, Jessica Biel e Rufus Sewell dão vida à trama baseada no conto "Eisenheim, the Illusionist", de Steven Milhauser, vencedor do prémio Pulitzer em 1997. Da história original, Neil Burger aproveitou o nome Eisenheim e apenas algumas outras características. A sua grande inspiração foram os filmes do início do século XX e os trabalhos de George Méliès que, no início da sétima arte, introduziu no cinema o enredo, o desenvolvimen-to de personagens, a fantasia na narrativa e uma série de efeitos especiais (slow motion, fades, stop motion, truques com espelhos, entre outras técnicas). Inspirado nesse momento mágico da História do cinema, o realizador optou por dar a este O ILUSIONISTA uma aura de mistério e uma estética que nos remete para o cinema mudo. Um excelente trabalho de fotografia de Dick Pope, que reforça a impressionante arquitectura gótica de Praga, a banda sonora de Philip Glass e um elenco de primeira linha são alguns dos factores que contribuem para o sucesso deste filme. No auge do Império Austro-Húngaro, no inicio do século XX, um mundo materialista e ávido por progresso vê surgir em Viena a enigmática figura de Eisenheim, O Ilusionista (Edward Norton). Seus shows são um sucesso. Ele encanta as platéias e até a Família Real reconhece seu talento. Mas o Príncipe Leopold (Rufus Sewell) comparece a uma de suas apresentações para desmascará-lo e o caminho de Eisenheim se cruza com o da bela Duquesa Sophie Von Teschen (Jessica Biel), futura noiva de Leopold. Enquanto a paixão secreta de Sophie e Eisenheim floresce, o ciúme do príncipe chega ao máximo, e ele convoca o Inspetor Uhl (Paul Giamatti) para expor o mágico. Com a musa em seus braços, o público aos seus pés e Uhl em seu encalço, Eisenheim prepara a última cartada, a maior ilusão, seu inesquecível "gran finale".
 

 


GUANTANAMO

95 MIN/10 ANOS

FESTIVAL DE BERLIM
URSO DE PRATA DE MELHOR DIRETOR


(THE ROAD TO GUANTANAMO/ INGLATERRA/ 2006/
95 MIN/ DRAMA/ 14 ANOS)
Site Oficial: www.roadtoguantanamomovie.com
Direção: MICHAEL WINTERBOTTOM
Roteiro e Fotografia: MARCEL ZYSKIND
Música: HARRY ESCOTT E MOLLY NYMAN
Desenho de Produção: Mark Digby
Montagem: MAT WHITECROSS E MICHAEL WINTERBOTTOM

Elenco:
RIZ AHMED (Shafiq) / FARHAD HARUN (Ruhel)/ WAQAR SIDDIQUI (Monir) AFRAN USMAN (Asif Iqbal)/ SHAHID IQBAL (Zahid)/ SHER KHAN (Sher Khan) JASON SALKEY (Interrogador Militar Sheberghan)/ IAN HUGHES (Interrogador do MI5) JAMES BULLER (Integrante do MI5)/ ADAM JAMES (Interrogador do SAS)

O que você acha que deveria ser feito para que injustiças  como essa deixem de acontecer? Os atores Rizwan Ahmed e Farhad Harun e dois dos ex-detentos mostrados no filme fo-ram parados temporariamente pela polícia britânica no aeroporto, quando retornavam da exibição de Caminho para Guantanamo no Festival de Berlim. Segundo a BBC, Ahmed declarou que foi questionado se pretendia fazer outros filmes políticos em sua carreira. 10 de setembro de 2001. A mãe de Asif Iqbal (Afran Usman), um jovem de 19 anos, retorna do Paquistão anunciando que encontrou uma noiva para ele. Nove dias depois Asif segue para o Paquistão, para encontrá-la e também conhecer a terra de seus pais. Asif convida Ruhel (Fa-rhad Harun), Shafiq (Riz Ahmed) e Monir (Waqar Siddiqui), seus amigos, para acompanhá-lo. Em Karachi, após 2 dias de viagens turísticas, eles vão rezar em uma mesquita. Lá ouvem de um líder local que o Afeganistão precisa de voluntários, o que faz com que sigam para Kan-dahar. Porém a cidade logo é bombardeada pelos americanos, como represália pelos atentados terroristas de 11 de setembro. Eles tentam retornar ao Paquistão, mas Monir desaparece e os demais são capturados pelas forças aliadas. É o início de uma série de torturas que os amigos sofrem, já que ninguém acredita que são turistas europeus. Em janeiro de 2002 eles são enviados à prisão americana de Guantanamo, em Cuba, onde durante 2 anos e meio tentam convencer os guardas sobre suas verdadeiras identidades. Quatro jovens ingleses muçulmanos, vão visitar o Paquistão. Dois dias depois de chega-rem, ouvem o apelo do líder local: o Afeganistão, precisa de voluntários. No dia seguinte, os quatro chegam a Kandahar - junto com as primeiras bombas americanas. Na confu-são, um deles desaparece e os outros são capturados. Ninguém acredita que sejam tu-ristas europeus. Eles são enviados para a prisão de Guantánamo, onde passam 2 anos e meio sem julgamento. A história abaixo é contada pelos personagens reais, entre entrevistas, imagens de arquivo e a recriação do que viveram: No dia 10 de setembro de 2001, a mãe de Asif Iqbal, de 19 anos, volta do Paquistão para a Inglaterra com uma boa notícia: como manda a tradição, encontrou uma noiva para ele. Nove dias depois, Asif segue para visitar, pela primeira vez, a terra de seus pais. Lá ele irá se casar e, de quebra, tirar umas férias. Asif convida seus bons amigos, Ruhel (19 anos), Shafiq (23) e Monir (22) para acompanhá-lo. Em Karachi, depois de dois dias de visitas turísticas, vão rezar numa mesquita. Lá ouvem o apelo do líder mulçumano local: o Afeganistão, país vizinho, precisa de voluntários. No dia seguinte, os quatro se juntam ao religioso. E chegam a Kandahar junto com as primeiras bombas americanas. Começam a tentar cruzar a fronteira de volta. Na confusão, Monir desaparece - e nunca mais é encontrado. Os outros três são capturados pelas forças aliadas junto a 35 mil pessoas. Milagrosamente eles vão sobrevivendo todo tipo de tortura e humilhação - até mesmo por falarem inglês. Nenhum dos seus interlocutores acredita no que dizem: que são tu-ristas europeus. Em janeiro de 2002, são enviados para a base naval americana de Guantánamo, Cuba. Neste cárcere para criminosos de alta periculosidade, os jovens passam dois anos e meio pedindo que se verifiquem seus álibis. Mas o caminho de volta a Tipton, Inglaterra, parece impossível. Winterbottom faz docudrama assombroso sobre o pesadelo de Guantanamo Leon Cakoff, de Berlim, para o 'Jornal da Mostra' Esta é uma história real, de intenso terror e com o efeito de vários socos no estômago da audiência. "The Road to Guantanamo", de Michael Winterbottom e co-direção de Mat White-cross, refaz com imagens reais, entrevistas e reconstituições a viagem ao inferno de quatro jovens ingleses de origem paquistanesa. Diante do impacto do novo filme do versátil diretor inglês Michael Winterbottom (ele ganhou o Urso de Ouro em Berlim 2004 com "In this World/ Neste Mundo"), as sátiras e ataques ao regime Bush feitas pelo documentarista americano Michael Moore parecem agora apenas pueris. Mas ao contrário do projeto de Michael Moore que transformou as suas tiradas irônicas num grande negócio (mais de US 120 milhões só nos EUA), Winterbottom lança polêmica no 56º Festival de Berlim, onde seu filme se destaca de novo na competição, ao anunciar que pretende fazer um lançamento mundial de "Road to Guantanamo" com projeções simultâneas em cinemas e distribuições em DVD e internet. A polêmica fica por conta da eficácia de marketing e se isso vai atrair mais espectadores aos cinemas como todos os filmes sempre querem.  Em setembro de 2001, a mãe paquistanesa de Asif Iqbal volta a Tripton, na Inglaterra, com a notícia de que arranjou uma noiva para o seu filho numa aldeia perto de Faisalabad, no Pa-quistão. Asif viaja poucos dias depois ao encontro da noiva prometida e, como vai precisar de testemunhas, pede a companhia dos amigos Ruhel Ahmed, Shafiq Rasul e Monir. Os quatro jovens são atraídos na viagem por mesquitas que oferecem hospedagem gratuita aos viajantes, e num deles, em Karachi, eles são convencidos por um imame a visitar o Afeganistão, numa ação humanitária, para ajudar o povo que está prestes a ser bombardeado e invadido pelas tropas aliadas aos Estados Unidos. O roteiro da odisséia é baseado nos relatos pessoas e realmente vividos por Asif, Ruhel e Shafiq. Monir desaparece em Kandahar, onde os quatro amigos conseguem chegar, na mesma noite em que começam os ataques aos Talibans como uma retaliação aos ataques terro-ristas nos EUA em 11 de Setembro. Bush e seu secretário Rumsfeld, mais Blair, aparecem falando com o cinismo característico sobre direitos humanos e a convenção de Genebra. As imagens que vemos fazem a platéia rir com escárnio. Os três depoentes anglo-paqui, depois de quase três anos de tortura e confi-namento na baia cubana de Guantanamo, entram em detalhes desse cotidiano até então desconhecido. São relatos de torturas físicas e psicológicas incessantes. São relatos de assassinatos premeditados por asfixia em caminhões-baús, com total desprezo pela vida humana. São humilhações regradas e contínuas, mecânicas e com uma metodologia militar sádica com similares que a nossa imaginação só consegue associar aos tempos do exército de dominação nazista. Ninguém virá, dos EUA ou Inglaterra, dizer que o filme é uma farsa ou blasfêmia contra os valores ocidentais ou a plataforma de defesa paranóica dos EUA contra a barbárie muçulmana. As evidências dos crimes das tropas aliadas ocidentais estão evidentes extra-denúncias de filmes como os de Winterbotton. Acabam de aparecer mais fotos, ainda mais sádicas e vergonhosas que as anteriores, de torturas de prisioneiros em Iraque. A única diferença das fotos reais das prisões no Iraque do filme "The Road to Guantanamo" é o das imagens em movimento e a reconstituição impecável desse terrível roteiro com a vertigem de um incontro-lável mergulho ao inferno ao vivo. Emoções à parte, vamos ao ponto que interessa e parece veladamente sugerido nesta obra-prima de um gênero pouco experimentado e ousado no cinema que é o docudrama, o da mistura criativa e prática de imagens de arquivo com reconstituições do real em forma de documentário. Afinal, que merda foram fazer no Paquistão e no Afeganistão quatro jovens ingleses de primeira geração de filhos de imigrantes paquistaneses às vésperas da invasão anunciada daquela parte do mundo? Qual simpatia humanitária se pode alimentar pelos talibans que disputam o pódio mundial de desrespeito aos direitos das mulheres e aos direitos humanos em geral? A antropologia e a sociologia têm as tristes respostas para isso: toda cultura asfixiada, repri-mida, intolerável faz a sua resistência de sobrevida através do radicalismo conservador e rea-cionário a mudanças. Por isso os índios do Amazonas aos xiitas de Kandahar se refugiam em suas culturas de resistência. Só isso explica a necessidade de uma mãe paquistanesa ir bus-car uma noiva para o seu filho inglês em uma remota aldeia do Paquistão. Mas continua não explicando como quatro jovens ingleses, com todos os trejeitos dos subúrbios da Inglaterra, têm esse inocente retrocesso às suas origens. A biografia de Winterbottom é surpreendente pela sua polivalência. O bom é que ele é o me-lhor exemplo de um cinema que experimenta para se equilibrar na maturidade. Não há em "The Road to Guantanamo" qualquer chantagem sentimental, qualquer insinuação ou clichê de perversidades muito piores, como as sexuais, por exemplo, que foram cometidas, relatas mas excluídas do filme. O que está na pauta de "Road to Guantanamo" é a dignidade humana e, principalmente, as injustiças que se praticam hipócrita e cegamente em nome das liberdades democráticas. Os prisioneiros de Guantanamo permanecem com os olhos vendados por quase todo o tempo dessa travessia pelos infernos das prisões, do Afeganistão a Cuba. E o que acontece com esses jovens anglo-paqui ao longo do processo kafkiano? Mais e mais eles mergulham nos fundamentos do Alcorão e da ortodoxia religiosa, quando não passavam de jovens e inocentes suburbanos privilegiados pela cercania de mentes multiculturais da Inglaterra. Ao término da projeção fica a nítida impressão que os olhos vendados são é das tropas aliadas que, para a felicidade das indústrias do armamento, seguem à risca as receitas da intolerância e dos ciclos viciosos de violência. Afinal, a quem interessa e quem se aproveita dos radicais? 


A ÚLTIMA NOITE

A Prairie Home Companion, EUA, 2006/ 105 MIN/)

Direção: Robert Altman
Baseado em um programa de rádio, o novo e último filme de Robert Altman
mostra o que acontece nesse programa, o mais popular dos EUA. Entre os
personagens que passam pelos micro-fones do programa, temos os caubóis-cantores Lefty (Woody Harrelson) e Dusty (John C. Reilly), a cantora country Yolanda Johnson (Meryl Streep) e o apresentador.

Roteiro: Garrison Keillor, baseado em estória de Garrison Keillor e Ken
LaZebnik e em programa de rádio de Garrison Keillor
Produção: Robert Altman, Wren Arthur, Joshua Astrachan, Tony Judge e David Levy
Fotografia: Edward Lachman
Desenho de Produção: Dina Goldman
Figurino: Catherine Marie Thomas
Edição: Jacob Craycroft

Elenco:
Woody Harrelson (Dusty)/ Tommy Lee Jones (Axeman)/Garrison Keillor
(G.K.), Kevin Kline (Guy Noir)/ Lindsay Lohan (Lola Johnson)/ John C. Reilly (Lefty), Maya Rudolph (Molly)/ Meryl Streep (Yolanda Jackson)/Lily Tomlin (Rhonda, Jackson), L.Q. Jones (Chuck Akers)/ Sue Scott (Donna)/Tim Russell (Al), Virginia Madsen (Mulher perigosa)/ Marylouise Burke /Prudence Johnson.


Um show de variedades no rádio chamado "A Prairie Home Companion" faz sucesso há muito tempo. Acompanhado por milhões de ouvintes, o programa inclui apresentações ao vivo de bandas e cantores, falsos comerciais e anedotas da pequena vila Lake Wobegon, em Minnesota. O prédio da emissora foi vendido e agora o novo dono quer derrubá-lo para fazer um estacionamento. Durante a última transmissão acontece uma série de catástrofes nos bastidores e paixões secretas, mal-entendidos e casos amorosos começam a dominar o elenco do show.

 


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